Mariana Marques · 5 de julho de 2022 · 2 min de leitura
A diabetes tipo 1 representa apenas 5 a 10% de todos os casos diagnosticados de diabetes. Na diabetes tipo 1, é o sistema imunitário que ataca e destrói as células do pâncreas que produzem insulina. Estas células, chamadas células beta, são os únicos locais do organismo onde é produzida insulina. Sem elas, o organismo não tem a insulina de que necessita para retirar a glucose da circulação e controlar os níveis elevados de açúcar no sangue.
Como o organismo não consegue produzir insulina, os doentes com diabetes tipo 1 precisam de um fornecimento externo da hormona, administrada por eles mesmos através de injeções diárias. É por este motivo que, por vezes, o tipo 1 também é chamado diabetes mellitus ou insulinodependente. No entanto, atualmente esta terminologia é utilizada com menos frequência porque, por vezes, as pessoas com diabetes tipo 2 também precisam de tomar insulina.
É frequente a diabetes tipo 1 surgir durante a infância, com metade dos casos a desenvolverem-se antes dos 20 anos. A maioria dos outros casos tem início em pessoas até aos 30 anos. É muito raro surgir um caso de diabetes tipo 1 em alguém com mais de 40 anos.
O início da diabetes tipo 1 é rápido em comparação com a diabetes tipo 2, que pode levar anos a desenvolver-se.
Nos primeiros meses que se seguem após o diagnóstico da diabetes tipo 1 e o início do tratamento, 20% dos doentes parecem melhorar porque o pâncreas aumenta temporariamente a produção de insulina. Este período de remissão pode prolongar-se por um ano. Durante este período, os níveis de açúcar no sangue ficam mais estáveis, e é mesmo possível que não sejam necessárias injeções de insulina. Embora todas as "luas-de-mel" tenham um fim, os investigadores consideram que este período é uma oportunidade.
Na diabetes tipo 1, o pâncreas perde a capacidade para vigiar e controlar o açúcar no sangue. Como resultado, os níveis de açúcar no sangue têm tendência para grandes subidas e descidas. Basicamente, na diabetes tipo 1 o papel do pâncreas passa a estar nas suas mãos. É você que controla o nível de açúcar no sangue, estabelecendo a altura e a dose das injeções de insulina.
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